Representado por Jaime Puna, Membro do Conselho de Administração da APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., o Porto de Sines participou na Conferência Ports in Transition – Building Resilient Ecosystems, evento que marcou o encerramento do Projeto MAGPIE, e que teve lugar no passado 17 de setembro, em Roterdão.
O evento resultou de uma iniciativa conjunta entre os dois maiores portos europeus, Roterdão e Antuérpia-Bruges, ambos líderes dos principais projetos financiados pela União Europeia ao abrigo do Horizonte 2020, respetivamente o MAGPIE – sMArt Green Ports as Integrated Efficient multimodal hubs e o PIONEERS – Portable Innovation Open Network for Efficiency and Emissions Reduction Solutions.
Jaime Puna integrou um dos Learning Labs, subordinado ao tema Protecting and Securing Ports - What if greening is not just an environmental ambition, but the foundation of a secure and resilient port of the future?, onde cada porto partilhou os principais desafios que enfrenta, no sentido de cumprir com os objetivos da descarbonização e transição energética, tendo ainda havido lugar para, em jeito de balanço, salientar os principais impactos e outcomes no âmbito da participação no projeto.
De lembrar que o Porto de Sines integrou o Projeto MAGPIE enquanto fellow port, ao lado do DeltaPort e do consórcio HAROPA (Portos do Le Havre, Rouen e Paris). Com o objetivo de contribuir para a descarbonização da atividade portuária e logística, o projeto desenvolveu catorze soluções tecnológicas e não tecnológicas, focadas em temas fulcrais como a produção e fornecimento de energia e combustíveis verdes, com uma forte componente de inovação. Entre os principais outcomes, ambos os projetos entregam um roadmap para a descarbonização do setor portuário – Green Port Master Plan, bem como duas ferramentas digitais, de livre acesso, que permitem testar algumas da aplicações e funcionalidades desenvolvidas.
Sines tem vindo a reforçar a parceria com Roterdão desde 2020 que, para além do projeto que agora culmina, assenta ainda no Corredor Verde Sines – Roterdão – Duisport, que visa o transporte de combustíveis alternativos e matérias-primas baseadas em derivados de hidrogénio, como o e-amoníaco e o e-metanol, e produtos como o CO2 liquefeito, produzidos pela MADOQUA.